Como descolonizar-te mentalmente da Espanha em 4 simples passos. Manual para Galegos/as.

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Este é um breve e simples manual de instruções para aqueles galegos e galegas que querem se descolonizarem mentalmente Espanha, essa realidade que não nos deixa respirar e que nos invade todos os dias a través dos médios de comunicação e por múltiplas vias.

São passos que valem tanto para pessoas reintegracionistas (aqueles que acreditam mais ou menos na unidade linguística galego-portuguesa) mas também isolacionistas (aqueles que acreditam que mesmo sendo línguas diferentes, uma pode ser complementar da outra).

Como fazer então?

Passo Primeiro: Adquire o hábito de ler livros, jornais, revistas e tudo o demais em português quando não tiveres uma versão em galego do que estás a procurar.

Em língua portuguesa editam-se no mundo por volta de 70 mil novos títulos por ano. Qualquer livro que puderes encontrar em castelhano com certeza que vai dispor duma edição em português: best sellers,  ensaios, divulgação, arte, ciência,  banda desenhada… tudo o que puderes imaginar.

É certo que na Galiza não há ainda muita distribuição de livro em português salvo algumas pequenas livrarias como a Ciranda.pt quem inclusive oferece venda online no Imperdivel.net, ou mesmo nas livrarias clássicas como Follas Novas, Couceiro, Torga, etc podeis encontrar também livros em português ainda que em quantidades muito reduzidas e de temáticas geralmente muito especializadas e de público restrito.

Outra opção é aproveitar quando se está de viagem no norte de Portugal para fazer compra de livros na clássica Fnac, na Bertrand ou outras livrarias, (só na cidade do Porto há na actualidade mais de 80) mas isto não sempre é fácil para a gente com o tempo ou o dinheiro mais ajustado.

Como fazer então?

Pois é simples. Encomenda online ou e-book. Para já recomendar-vos o portal Blukk.com que dá acesso a uma série de livrarias online que vendem livro em português. Destacar aí o portal Wook.pt que tem quase tudo e funciona muito bem. Aliás faz envios muito rápidos à Galiza (A Wook está no Porto e os livros demoram menos em chegar que um pedido que possas fazer a uma casa de Madrid ou Barcelona e os portes são similares).

Depois estão os e-books e o mundo PDF. Aí o campo é mais amplo ainda. Desde a clássica Amazon (quer na versão global quer na brasileira) onde podemos encontrar muita cousa em português, até portais como 4shared.com e outros que oferecem também muito conteúdo legal em língua portuguesa, mesmo para descarga gratuita. São só alguns exemplos entre dezenas.

Também nas bibliotecas públicas galegas acostuma haver um fundo (ainda pequeno) de livros em português (nomeadamente romance) que é interessante ver para quem estiver interessado neste tipo de leituras.

Quanto às revistas e jornais, quase todas têm hoje edição digital online, não terás portanto nenhum problema para as poder ler em português.

Passo Segundo: Coloca o teu computador, telemóvel, tablet e demais aparelhos eletrônicos em português.

Isto é algo simples de fazer. Tanto se és da Apple como se és de Android ou da Microsoft vais poder colocar o teu aparelho em língua portuguesa sem nenhum problema. E depois, ao teres os sistema operativo no português quando fores instalar novas aplicações já serão instaladas por defeito em língua portuguesa. Óptimo. Um trabalho a menos.

Igual acontece com os telemóveis mais antigos ou mesmo com outro tipo de electrodomésticos e aparelhos electrónicos que tiveres (uma televisão, uma rádio para o carro, o próprio painel do carro, um forno digital, um data show, etc..),  quase todos tem sempre a possibilidade de mudarem para o português. É só fazer.

Quanto aos computadores PC de escritório e os portáteis vai depender um pouco do tipo de sistema operativo que utilizares. Se tiveres Windows 7, a partir da versão Ultimatepermite descarregar automaticamente um pacote de idioma para actualizar todo o sistema para o português, é simples e gratuito. Igual acontece com o Windows 8. Nas versões mais antigas do Windows terias que tentar encontrar uma versão integra do sistema em língua portuguesa, tenta procurar no Google. Quanto aos programas, navegadores, etc… todos têm sempre uma versão portuguesa, é só instalar.

Para os que sodes da MAC é muito simples também, é só instalar o pacote de idioma do português e pronto. Nos sistemas Linux  (Ubuntu) é ir na administração do sistema e mudar o idioma. Muito simples também.

Depois está a questão do teclado, que fazermos com o teclado em espanhol?

Pois a resposta é simples. Se não queres ir a Portugal cada vez que tens que comprar um computador nem ir lá a comprar um teclado português (sim, podes encomendá-lo online, mas), existe uma solução muito simples, barata e efectiva que dá uns resultados magníficos (levamos anos testando esta opção). É só ir no Ebay.com (ou outros sites similares) e comprar umas etiquetas de vinilo para convertir o teu teclado para língua portuguesa. Fazes o pedido, colocas as etiquetas seguindo as instruções e voilà!! já tens o teclado em português. A sua durabilidade acostuma ser muito boa e se são da mesma cor que o teclado nem se nota que lá estão. Até podes retirar os autocolantes quando quiseres e deixar o teclado no seu estado original.

Passo Terceiro: Tenta ver filmes e conteúdos audiovisuais em português ou legendados em português.

Sempre que fala que os portugueses e portuguesas têm um nível muito alto de inglês, isto é assim, em parte, porque em Portugal (também no Brasil a nível de cinema) os filmes são sempre legendados  e as pessoas desde crianças estão habituadas a ouvir outras línguas.

Porque não fazemos nós o mesmo? O modelo de línguas na Espanha de tentar traduzir tudo para o castelhano (além de muito nacionalista) é também muito anacrónico pois não ajuda nada as pessoas a aprenderem outras línguas e vai contra este modelo europeu das línguas que em toda a Europa se está a desenvolver.

Como fazer então se moras na Galiza?

Pois se o filme está em DVD normalmente tem a opção de ver na versão original com legendas em português. Se não for em DVD, a melhor opção quiçá seja fazer uso dos Youtube e Vimeo e opções várias. Lá encontraras tudo o que quiseres em língua portuguesa: filmes, documentários, entrevistas, etc. Também existem portais na internet como TVTuga.com ou Watchfomny.net  onde podes ver e ouvir ao vivo televisão e rádio portuguesa. Outra opção é comprar uma pequena antena parabólica e sintonizar canais em português que emitem por satélite

Por último não queremos deixar de lembrar-nos neste ponto da Iniciativa Legislativa Popular Paz Andrade, uma magnífica iniciativa que há em marcha neste momento na Galiza (e já aprovada por unanimidade no Parlamento Galego. Algo inédito na política galega) para que num futuro (esperemos que não seja muito longínquo) todos os galegos e galegas possamos ver e ouvir em aberto as TVs e Rádios portuguesas. Seria uma notícia magnífica!

Passo Quarto: Tenta aprofundar no conhecimento da realidade galega e portuguesa.

Na escola ninguém nos ensinou quais eram os rios do Norte de Portugal nem onde ficava o Porto (uma cidade de nada menos de 1,6 milhões de habitantes na sua área metropolitana que está a menos de 1 hora de Vigo que por certo é considerada para o 2014 o melhor destino turístico da Europa). Em troca, si nos explicavam que o Guadalquivir era navegável até Sevilha quando na realidade esse conhecimento não aporta nada na realidade diária dos galegos e galegas. Sim, certo, é bom saber cousas, quantas mais melhor, mas não seria mais interessante conhecer primeiro as cousas da realidade mais próxima e não começar primeiro polo que está a 800 Km?

Isso tem um nome: aculturação; saber mais dos outros que de um mesmo. Como compensar isso? Pois começando já agora, conhecendo melhor a realidade galega e portuguesa.

Aprende português, faz cursos, pega livros, viaja por Portugal, estuda a sua geografia, cultura, etc… Pouco a pouco irás notando os efeitos positivos da descolonização mental. Com certeza que vale a pena. Ampliarás a tua abertura mental a novas realidades. Boa sorte!

PS: Se queredes fazer alguma recomendação que nos permita melhorar este texto, contactai por favor connosco em info@portugaliza.ulaek.com. Agradeceremos imenso as vossas recomendações.

 

 

 

ICANN aprova o domínio na Internet para a Galiza: .gal

15/06/2013 Associação PuntoGal – Mais de 12.000 apoios cidadãos. Mais de 110 entidades aderidas. Mais de sete anos de trabalho. O alento das principais entidades e instituições galegas. O respaldo decidido da administração autonômica ao longo do tempo. Tudo isto foi necessário para que ontem a ICANN, organismo que governa a Rede, aprovasse o domínio para a língua e cultura galegas. O 14 de junho de 2013 é já uma data na história da internet na Galiza. É uma conquista de toda a sociedade e um exemplo de que todos juntos podemos, assinalou hoje o presidente da associação puntoGAL, Manuel González.

Foi um processo comprido não exento de complicações. Um processo que culmina com o anúncio da aprovação do domínio por parte de ICANN e que abre a porta para que, em tão só uns meses, o .gal possa ser registado e utilizado para dar-lhe a Galiza visibilidade na rede, para mostrar os espaços da língua em internet, para fazer negócios baixo o paraugas de um domínio próprio.

Utilidade do .gal

As letras .gal vão-lhe estar recordando ao mundo cada dia que existe um país que se chama Galiza e uma cultura e uma língua que se chama galego, disse González numa conferência de imprensa no Instituto Rosalía de Castro em Santiago de Compostela, espaço que habitualmente ocupam as jovens e os jovens que serão o futuro do país. Um lugar tão simbólico como o é este domínio que lhe vai dar visibilidade universal à nossa personalidade particular.

Da Real Academia Galega ao Conselho da Cultura passando pelas três universidades, centros de investigação, associações de empresas de novas tecnologias, colégios profissionais, meios de comunicação e por dúzias de colectivos de base, a candidatura do domínio sentiu-se sempre respaldada pela sociedade. Dentro e fora. Mais de vinte associação de galegos no exterior de países como Estados Unidos, Brasil, Portugal, França, Suíça, Alemanha, Bélgica, Argentina ou Uruguai estão também detrás do domínio. De facto, um dos objectivos de .gal é servir de identificador e vínculo entre a diáspora galega.

Reinvestir os benefícios na língua e a cultura galegas

Fica já atrás aquele dez de junho de 2006 quando as entidades fundadoras da associação puseram em marcha a candidatura. Naquele pequeno acto sentaram-se as bases que mantiveram vivo o projecto durante sete anos. Entre elas, o propósito firme de que a entidade que gerirá o domínio se auto-financie e reinvista os benefícios obtidos em promover a língua e a cultura galegas.

A este respeito, González lembra que quando hoje alguém regista um domínio genérico (.com, .net, .org, etc.) a maior parte dos benefícios da operação marcham fora da Galiza; pelo contrário, quando registem um .gal a situação será a inversa: a maior parte da repercussão económica directa ficará na Galiza. Este intuito está recolhido na candidatura remetida pela Associação puntoGAL, uma entidade sem ânimo de lucro, à ICANN.

Trás a decisão de ICANN abre-se agora um procedimento administrativo que rematará com a assinatura do contrato de delegação do domínio a finais deste ano ou princípios do seguinte. Semanas depois poderão começar a registar-se os .gal de acordo com umas normas públicas e transparentes. Será o momento para todos aqueles sítios na rede que empregam o galego ou que fomentam a comunidade e a cultura do país. O guarda-chuvas abre-se para eles.

A reserva de domínios .gal fará em várias fases, de acordo às normas fixadas por ICANN e pela Associação puntoGAL. Entre outras coisas, recolher-se-á a protecção das marcas registadas ou a prioridade de registro para as entidades, públicas ou privadas, que trabalham no âmbito do galego. PuntoGAL informará pontualmente sobre os prazos e as normas através do seu portal puntogal.org e as redes sociais. Qualquer entidade ou cidadão pode também pôr-se directamente em contacto com a Associação através destas ferramentas. Dúvidas, perguntas, sugestões, queixas, ideias. Qualquer aportación será bem recebida.

Um dia de agradecementos

Hoje é dia, também, de agradecementos. A Associação quer enviar um obrigado enorme a aqueles que lhe aportaron força desde o inicio: cidadãos, entidades e instituições, os diferentes governos da Xunta de Galicia, a Agência para a Modernização Tecnológica (AMTEGA), partidos políticos, meios de comunicação, colegas de outras candidaturas culturais e linguísticas que partilharam o caminho, membros de todas as directivas que passaram por esta casa comum, colaboradores, amigos todos. O domínio é vosso.

Fonte: Associação PuntoGal

Jornal espanhol ‘La Voz de Galicia’ tenta criminalizar a comunidade linguística galega

Após diversas notícias aparecidas no jornal espanhol ‘La Voz de Galicia’ onde se fala de diversos casos de criminalidade acontecidos na Galiza, este jornal menciona explicitamente a condição de galego utentes de vários dos delinquentes citados pelo jornal. Tento em conta que o galego é a língua própria e oficial na Galiza não teria nenhum sentindo apelar a essa condição como não tem nenhum sentido apelar explicitamente a que um criminal de Madrid fale em castelhano ou um de Lisboa em português.

A Carta Europeia dos Direitos Fundamentais estabelece no seu Artigo 21.1 que «é proibida a discriminação em razão, designadamente, do sexo, raça, cor ou origem étnica ou social, características genéticas, língua, religião ou convicções, opiniões políticas ou outras, pertença a uma minoria nacional, riqueza, nascimento, deficiência, idade ou orientação sexual.»

Neste sentido consideramos muito graves as acusações vertidas pelo jornal ‘La Voz de Galicia’ e provavelmente a fiscalia ou o valedor do Povo da Galicia ou mesmo organizações de defesa dos direitos civis deveriam tomar imediatamente cartas no assunto.

Eis um excerto das notícias publicadas por devantido jornal:

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Nota: Este tema tem sido objeto de tratamento en diversos médios e blogues nos últimos dias. Aqui uma mostra:

Segundo os criterios de La Voz, é recomendable subliñar que os delincuentes falan galego... en ExVoz

«Encapuchados y con acento gallego», no blogue de Carlos Callón.

¿Habla gallego? ¡Llamad a la Policía! en Sermos Galiza

“Acento galego” e resistência cultural

Portugal na cabeça da Europa quanto a progresso em Ciencia e Inovação

O investimento pesado no Governo Português tem vindo a fazer em pesquisa e desenvolvimento na última década está começando a dar frutos, colocando Portugal na vanguarda da Europa em termos de crescimento nos indicadores de P & D. No outro extremo temos Europa temos à Grécia e nomeadamente à Espanha, com taxas de crescimento quase nulas ou mesmo negativas.

No gráfico que indicamos a seguir poder qual e a Performance em Inovação e o crescimento desta Performance nos distintos países da Europa no ano 2011.

Figure 5: Convergence in innovation performance
Figure 5: Convergence in innovation performance 2011

Fonte: http://www.proinno-europe.eu/inno-metrics/page/3-innovation-union-scoreboard-findings-member-states-1

A ideologia nacionalista espanhola e o redesenho da tarjeta sanitária galega

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O Governo Espanhol vem de aprovar pola calada a finais do passado mês de Setembro de 2013 o Real Decreto 702/2013 que, invadindo mais uma vez competências autonómicas, pretende impor-lhe a todas as CCAA um novo desenho gráfico para a tarjeta sanitária individual que usamos regularmente todos/os os/as cidadãos e cidadãs quando fazemos uso da sanidade pública.

O Governo Espanhol dirigido polo PP utiliza neste caso o subtil e falaz argumento da necessária interoperabilidade do Cartão Sanitário entre as distintas CCAA, quando na realidade os cartões actuais já são perfeitamente compatíveis quando fazemos uso da sanidade pública numa CCAA espanhola diferente da nossa.

No Real Decreto 702/2013 impõe-se com claridade qual deve ser o novo desenho gráfico da tarjeta que deve levar em todo caso e numa posição predominante o lema: “Sistema Nacional de Salud de Espanha“, com a ideia  (ainda que não o digam claro) de incidir na estratégia propagandista nacionalista espanhola.

O custo da implantação da nova tarjeta crifa-se em mais de 60 milhões de Euros que na teoria teriam que assumir, isso sim, as CCAA, enquanto o goberno nacionalista espanhol põe a ideologia o desenho gráfico e a propaganda. Que listos.

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Decarregar Redesenho Tarjeta Sanitaria Galega após o Real Decreto 702/2013

Balanza Fiscal e fluxos financeiros reais entre a Galiza e a Espanha

O espólio fiscal e financeiro espanhol da Galiza quantifica-se em 4.435 milhões de Euros anuais (dados de 2007) segundo o economista Xavier Díaz.[2]

Nos últimos meses, a raiz do processo soberanista que está tendo lugar na Catalunha, está de atualidade o debate sobre as Balanças Fiscais das distintas CCAA do Estado espanhol. Nesse sentido, acostuma-se a colocar à Galiza como uma comunidade dependente que financeiramente recebe mais do que aporta à Espanha. Nada mais longe da realidade!

Se analisamos a Balança Fiscal real entre a Galiza e a Espanha do ponto de vista do fluxo monetário (o método mais utilizado nos distintos países que analisam estas questões) e se imputamos a essa Balança Fiscal os gastos reais da SSGG (sem imputar como gasto as pensões que cobram os emigrantes retornados que cotizaram ao longo da vida fóra da Galiza). E se, por outro lado, imputamos como ingressos os impostos que teriam que pagar na Galiza os milheiros de empresas (4.733 em 2010)[1] que desenvolvem atividades económicas aqui (pensemos por exemplo nas companhias eléctricas que exploram nossos rios ou que ocupam os nossos montes com os moinhos eólicos) mas pagam impostos em Madrid ou em outros lugares no Estado espanhol ao terem a sua sede social alí, obteremos um resultado financeiro e uma Balança Fiscal netamente favorável à Galiza. Um dado para não esquecer é que muitas dessas empresas com sede fiscal fóra da Galiza são de tamanho médio ou grande. Portanto, a sua carga impositiva por via do Imposto de Sociedades ou IVA seria também maior se elas estivessem domiciliadas na Galiza, e numa Galiza independente com fazenda própria teriam que estar forçosamente domiciliadas.

Tendo isso em conta podemos ver que a Galiza aporta à Espanha bastante mais do que recebe. Assim, o espólio fiscal e financeiro direto da Galiza por parte da Espanha foi quantificado polo economista Xavier Díaz em 4.435 milhões de Euros com respeito a 2007.[2] É de esperar que as cifras não tenham variado muito nos últimos anos.



[1] Fonte: IGE (Instituto Galego de Estatística)

[2] Este artigo está fundamentado no trabalho: Díaz, X (2009). Os resultados do sistema de financiamento en 2007. Revista Terra e Tempo 149-152. Ano 2009. Disponível aqui em PDF

 

Quarta-feira Logo Vem, documentário da Gentalha do Pichel que reivindica as denominações tradicionais na Galiza dos dias da semana

Quarta-feira Logo Vem, documentário da Gentalha do Pichel que reivindica as denominações tradicionais na Galiza dos dias da semana

As formas tradicionais dos dias da semana, construídas com a palavra feira (segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira e sexta-feira) continuam vivas do norte ao sul da Galiza, ainda que só entre as pessoas mais velhas das nossas comarcas. Isso é o que mostra este filme, editado pola Comissom de Defesa da Língua, sob o título Quarta-feira Logo Vem, em relaçom a umha copla que ainda é reconhecida por muitas pessoas que já deixaram de usar estas fórmulas no dia-a-dia.

O documentário, de algo mais de 10 minutos, reivindica a recuperaçom das denominaçons tradicionais, que alguns meios de comunicaçom já ensaiárom na última década.

Em primeiro lugar recolhe testemunhos do uso vivo da sexta-feira na Límia Baixa. A seguir viaja ao extremo norte da Galiza, onde as pessoas mais velhas ainda tenhem memória do uso da quarta-feira (que chamavam carta-feira). A partir daí as gravaçons som realizadas polos membros da Comissom de Defesa da Língua da Gentalha em muitas aldeias da área de Compostela, concretamente para registrar a 4ª, a 5ª e a 6ª feira.

O objetivo do filme é mostrar como nestas comarcas as pessoas passárom de quinta-feira a jueves. Só nos últimos anos fôrom introduzidas através do ensino e da televisom umhas novas denominaçons, semelhantes às do castelhano e pouco  abonadas no galego tradicional.